Na luta e na raça, Flamengo vence e respira

Após mais uma partida de domínio rubro-negro na Libertadores, chegamos aos 9 pontos e à liderança do grupo classificado como o mais complicado do torneio.

Gilvan de Souza/Flamengo
Mais de 60 mil torcedores empurraram o time para mais uma vitória dentro de casa

O Flamengo iniciou o jogo no usual 4-3-3, com Mancuello jogando em sua posição original, no lugar do lesionado Rômulo. Não deu certo. O argentino não criava jogadas e, quando era requisitado na recomposição defensiva era lento ou até a abandonava. Jogou de meia, ponta-esquerda e até mesmo de centro-avante. Não fosse pelo tão querido Márcio Araújo, um leão na partida, cobrindo os espaços deixados por Mancu em nosso meio de campo, teríamos sofrido mais.

Gabriel jogou na ponta-direita e mais uma vez (não é nenhuma surpresa) decepcionou. Não deu continuidade às ofensivas ao ataque pelo lado direito e não se apresentou para criar jogadas com Pará.

O 1° tempo acaba em um 0x0 amargo, com um Flamengo mal organizado, mas que ainda assim, conseguia chegar ao ataque quase sempre com Guerrero. Precisávamos mudar e Zé percebeu isso. Voltamos para o 2° tempo postados em um 4-2-3-1 com Rodinei, aberto na direita, no lugar de Mancuello. Gabriel decepcionou novamente ao ser deslocado para a faixa central do campo.

A Mística Rubro-Negra entrou em campo junto com nosso camisa 2 e o improvável deu certo. Rodinei foi  agudo pelo lado direito com Pará e, após cobrança de falta de Guerrero, que desviou na barreira, completou de canhota para o fundo do gol.

O time ainda era o melhor em campo, mas levou um duro golpe aos 21 minutos. Após cruzamento vindo da direita, Santiago Silva cabeceou para o fundo gol, empatando o jogo. O tento poderia ter sido evitado, mas Rafael Vaz tentou alcançar com o pé uma bola que facilmente seria alcançada com a cabeça. O zagueiro não fez uma partida ruim, e quando não inventa, não compromete. O problema é ele não inventar…

A equipe continuou pressionando após sofrer o empate e aos 28 Guerrero marcou o dele. O peruano assumiu o protagonismo do time com a lesão de Diego, é 10, 9 e 11. Provou mais uma vez que o caô realmente acabou, e foi o melhor em campo.

Gilvan de Souza/Flamengo
O melhor atacante das Américas

Logo após o gol, Renê entrou no lugar de Gabriel. Com muita raça e aplicação, deu equilíbrio ao meio de campo do time.

O time continuava a administrar a partida e ao apagar das luzes, o caixão foi fechado. Trauco, aos trancos e barrancos, bateu de direita (o improvável acontecendo mais uma vez) e balançou o barbante.

Vencemos. Com 4 laterais em campo, Zé Ricardo provou que pode reinventar o time, mesmo com todas as adversidades.

Queremos a América!

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