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Vacilos que custam caro no final

Chances desperdiçadas levam o Flamengo a mais um empate amargo.

Em um campeonato de pontos corridos, a eficiência e a regularidade são os fatores que fazem uma equipe ser campeã. Definitivamente, o futebol rubro-negro apresentado neste domingo não foi regular nem eficiente.

Quanto à efetividade: foram várias chances desperdiçadas durante a partida, e a sina de não decidir jogos relativamente “fáceis” continua.

Quanto à regularidade: A equipe fez um bom primeiro tempo, contra um adversário que brigará conosco durante todo o campeonato pelas posições da parte de cima da tabela. Já na segunda etapa, o Flamengo sumiu, e sonolento, cedeu o empate.

Tivemos também a estréia do garoto de 150 milhões. Não era o ambiente propício para a estréia de Vinícius, que foi integrado ao profissional na quinta. O garoto ainda não está entrosado e claramente sentiu a pressão. O ponto positivo é que a torcida pareceu entender que será necessário ter paciência com esse momento de transição Base-Profissional.

No mais, 1 pontinho difícil de engolir, mas devido às circunstâncias, que ficou de bom tamanho.

Espero que nossos atacantes estejam mais afiados para o jogo dessa quarta, e que o elenco não caia na pressão e na catimba Argentina.

Rei do Rio

Flamengo vence de virada e se consagra campeão carioca de 2017.

Tarde ensolarada de um domingo na Cidade Maravilhosa, Maracanã lotado, pintado com as cores dos maiores times do estado. Todos os ingredientes perfeitos reunidos para mais um grande capítulo do futebol brasileiro. É a final do Campeonato Carioca.

Logo aos 3 minutos do 1° tempo, Henrique Dourado nos mostrou como seria a partida: eletrizante, do primeiro ao último minuto. Gol do Fluminense.

O Flamengo pressionou e foi melhor durante grande parte da primeira metade do jogo, acuou o Flu em seu campo de defesa e somente sofreu perigo em raros contra-ataques da equipe tricolor. O gol não veio.

Está escrito no script rubro-negro que se não for sofrido, não é Flamengo. Todos nós sabemos disso.

O time continua a pressionar na volta para o segundo período, mas a bola insiste em não entrar. Eis que surge o nosso artilheiro.

Aos 40, o jogo já tinha sido tomado pela dramaticidade e emoção. Iríamos para os pênaltis, assim como na Taça Guanabara, mas após um levantamento na área, o goleiro do Flu rebateu, nos pés do artilheiro do campeonato,  a bola cabeceada por Réver. Você pediu por essa, Cavalieri. Guerrero fez seu papel e estufou as redes pela décima vez.

Mais rubro-negro do que nunca, o atacante peruano compreendeu a importância de deixar o sangue no gramado quando se trata de Flamengo.

Contemplem o melhor atacante das Américas
Contemplem o melhor atacante das Américas

Ser campeão com um empate não parece uma história digna de ser contada para os filhos e netos. Então Rodinei incendiou novamente a ponta-direita e rapidamente nos brindou com a expulsão do arqueiro tricolor. Faltava o gol da virada, e ele veio.

O Flu já estava desesperado e se lançou completamente ao ataque, até uma bola rebatida cair nos pés de Gabriel e ele lançar Rodinei. Com o campo inteiro livre para sua corrida, o lateral carregou a bola e bateu da entrada da área. O gol de Rodinei valeu como apito final da partida.

Festa na favela! O Maior do Rio é campeão carioca pela 34° vez.

Na luta e na raça, Flamengo vence e respira

Após mais uma partida de domínio rubro-negro na Libertadores, chegamos aos 9 pontos e à liderança do grupo classificado como o mais complicado do torneio.

Gilvan de Souza/Flamengo
Mais de 60 mil torcedores empurraram o time para mais uma vitória dentro de casa

O Flamengo iniciou o jogo no usual 4-3-3, com Mancuello jogando em sua posição original, no lugar do lesionado Rômulo. Não deu certo. O argentino não criava jogadas e, quando era requisitado na recomposição defensiva era lento ou até a abandonava. Jogou de meia, ponta-esquerda e até mesmo de centro-avante. Não fosse pelo tão querido Márcio Araújo, um leão na partida, cobrindo os espaços deixados por Mancu em nosso meio de campo, teríamos sofrido mais.

Gabriel jogou na ponta-direita e mais uma vez (não é nenhuma surpresa) decepcionou. Não deu continuidade às ofensivas ao ataque pelo lado direito e não se apresentou para criar jogadas com Pará.

O 1° tempo acaba em um 0x0 amargo, com um Flamengo mal organizado, mas que ainda assim, conseguia chegar ao ataque quase sempre com Guerrero. Precisávamos mudar e Zé percebeu isso. Voltamos para o 2° tempo postados em um 4-2-3-1 com Rodinei, aberto na direita, no lugar de Mancuello. Gabriel decepcionou novamente ao ser deslocado para a faixa central do campo.

A Mística Rubro-Negra entrou em campo junto com nosso camisa 2 e o improvável deu certo. Rodinei foi  agudo pelo lado direito com Pará e, após cobrança de falta de Guerrero, que desviou na barreira, completou de canhota para o fundo do gol.

O time ainda era o melhor em campo, mas levou um duro golpe aos 21 minutos. Após cruzamento vindo da direita, Santiago Silva cabeceou para o fundo gol, empatando o jogo. O tento poderia ter sido evitado, mas Rafael Vaz tentou alcançar com o pé uma bola que facilmente seria alcançada com a cabeça. O zagueiro não fez uma partida ruim, e quando não inventa, não compromete. O problema é ele não inventar…

A equipe continuou pressionando após sofrer o empate e aos 28 Guerrero marcou o dele. O peruano assumiu o protagonismo do time com a lesão de Diego, é 10, 9 e 11. Provou mais uma vez que o caô realmente acabou, e foi o melhor em campo.

Gilvan de Souza/Flamengo
O melhor atacante das Américas

Logo após o gol, Renê entrou no lugar de Gabriel. Com muita raça e aplicação, deu equilíbrio ao meio de campo do time.

O time continuava a administrar a partida e ao apagar das luzes, o caixão foi fechado. Trauco, aos trancos e barrancos, bateu de direita (o improvável acontecendo mais uma vez) e balançou o barbante.

Vencemos. Com 4 laterais em campo, Zé Ricardo provou que pode reinventar o time, mesmo com todas as adversidades.

Queremos a América!